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Odoo 17 saiu do suporte padrão: o que muda para quem está nele

A Odoo 17 deixou o suporte padrão em setembro de 2026, no mês em que a 20 saiu. O que muda para quem está nela e por que ainda não dá para pular para a 20.

Luis Felipe Miléo Luis Felipe Miléo Odoo Técnico 4 min de leitura

Setembro de 2026 trouxe duas notícias para quem roda Odoo, e elas puxam para lados opostos. A Odoo lançou a versão 20 no Odoo Experience, em Bruxelas. No mesmo mês, a versão 17 saiu do suporte padrão.

Quem está na 17 olha para a novidade e pensa em pular direto para ela. Hoje não dá, e o motivo é menos óbvio do que parece. Mas primeiro, a regra de suporte, que mudou.

Como a Odoo trata cada versão hoje

Muita gente ainda trabalha com a regra antiga na cabeça. Antes, a Odoo suportava as três últimas versões maiores. Hoje a documentação oficial fala em tempo: cada versão tem três anos de suporte padrão a partir do lançamento. Depois disso começa o suporte estendido, que é cobrado à parte.

Como a Odoo lança uma versão maior por ano, sempre há três versões no suporte padrão. Com a 20 no mercado, são a 18, a 19 e a 20. A 17, que saiu em novembro de 2023, ficou de fora em setembro.

VersãoLançamentoFim do suporte padrão
20setembro de 2026setembro de 2029 (previsto)
19setembro de 2025setembro de 2028 (previsto)
18outubro de 2024setembro de 2027 (previsto)
17novembro de 2023setembro de 2026

O que muda depende de onde o seu Odoo roda

O fim do suporte padrão pesa de um jeito em cada hospedagem, segundo a página de upgrade da Odoo:

  • Odoo Online, o SaaS da própria Odoo: o upgrade é obrigatório a cada dois anos. Ficar não é opção.
  • Odoo.sh: depois dos três anos de suporte padrão, a Odoo dá mais dois anos para você concluir o upgrade, com o suporte estendido cobrado nesse intervalo.
  • Servidor próprio: dá para ficar na versão indefinidamente. O preço é ficar sem correção e sem suporte da Odoo, a não ser que você pague o estendido.

E tem o contrato. A seção 5.1 do contrato do Enterprise prevê uma taxa extra de 25% sobre o preço anualizado para quem está numa versão fora das três mais recentes, cobrada a partir de seis meses depois de cada novo lançamento. Com a 20 na praça, quem continuar na 17 com Enterprise entra nessa regra.

Por que ainda não dá para pular para a 20

A 20 saiu, mas os caminhos até ela ainda estão em obra.

Quem converte o banco de uma versão para a outra são os scripts de migração, e eles não saem no dia do lançamento. Levam semanas, porque a conversão de centenas de módulos precisa ser portada e testada. Dá para ver isso hoje nos dois caminhos:

  • no serviço oficial de upgrade da Odoo, o formulário oferece como destino a 19, a 18 e a 17. A 20 ainda não aparece;
  • no OpenUpgrade, o projeto da comunidade OCA que faz esse papel para quem usa a edição Community, o branch da 20 foi criado no fim de setembro e ainda está no começo.

Toda versão nova passa por isso. Para quem está na 17 hoje, porém, a 20 fica para depois.

No Brasil tem mais uma camada

Para quem emite nota fiscal pelo Odoo, a versão de destino não depende só da Odoo. Depende da localização fiscal brasileira, que também precisa ser portada versão a versão, com os próprios scripts. O porte dela para a 20 já começou, com a KMEE abrindo a maior parte dos pedidos de migração, mas ainda está em revisão e não está pronto para produção. É o assunto do próximo post: por que, no Brasil, o destino seguro hoje é o Odoo 18.

O que eu faria se estivesse na 17

Sem pânico com o “fora do suporte”: a sua base não para de funcionar amanhã. Mas eu começaria a planejar agora, porque migração boa é a que acontece antes de virar urgência.

Eu começaria pelo inventário do que roda no seu Odoo além dos módulos padrão: módulos da comunidade OCA, de terceiros, customizados, e o quanto foi montado no Studio. É ele que define o esforço da migração, bem mais que a versão de origem. Com o inventário na mão, o destino se escolhe olhando a localização, e não só o lançamento mais recente. Para quem está na 17, a escolha fica entre a 18 agora e a 20 mais adiante, que a KMEE já está portando. Os critérios estão no próximo post.

Se quiser, a KMEE faz esse levantamento num diagnóstico de migração sem custo: mapeamos as quatro camadas do seu sistema e devolvemos um plano com escopo claro.

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Sobre o autor

Luis Felipe Miléo

Luis Felipe Miléo

CEO e sócio-fundador · KMEE

Sócio-fundador da KMEE e PSC da Odoo Community Association. Mantém com o seu time a localização fiscal brasileira do Odoo (l10n-brazil) e outros módulos da OCA desde 2012. Certificado Demand Driven Planner, escreve sobre ERP, open source, fiscal e IA aplicada às operações.

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